13 - 12 - 2018

Formadores no 1º de maio

Os formadores do IEFP tem-se juntado na luta contra a precariedade por todo o país.

A maioria dos formadores do IEFP são falsos recibos verdes, vivem das horas que fazem e no final do mês pouco sobra para a sua gestão familiar. Poupar? Os formadores não sabem o que é isso! Mais de metade da sua retribuição vai para impostos e contribuições. Do resto terão de suportar todas as despesas da sua profissão, seguros, deslocações, material, formação contínua, entre outras despesas.

Foram identificados 3888 formadores precários, pouco mais de metade apresentaram os seus requerimentos ao PREVPAP, alguns não o fizeram por medo… “Não sei se depois me darão formação… e eu preciso trabalhar”. Trabalham a recibos verdes, sem férias pagas, subsídio de férias ou de natal… a hora de almoço muitas vezes é passada no carro, em deslocações.

Mas, o Formador gosta de ser Formador.

Se não gostasse como poderia suportar não saber se daqui a três ou quatro meses tem trabalho? Se não gostasse como poderia suportar ver mais de metade da sua retribuição ir parar aos cofres do Estado? Se não gostasse como aceitaria dar a cara por uma entidade que não dá a cara por ele?
Depois de muita luta, o PREVPAP trouxe uma réstia de esperança para a regularização destes precários do Estado. Um presente envenenado!

Afinal, nem todos os Formadores que são necessidades permanentes entram! A CAB emite os seus pareceres favoráveis mas depois o Formador está condicionado a um concurso onde outros poderão ser opositores. Onde os seus colegas de trabalho e amigos irão concorrer contra si! Uma luta entre pares!

Mas… se a CAB reconhece que o Formador tem um vínculo desadequado, se o Formador é necessidade permanente, porque não é integrado? Porque a aplicação da Lei não é igual para todos? Porque há este boicote contra os Formadores?
Não serão os Formadores dignos de respeito e de reconhecimento pelo Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social?

Não serão os Formadores os principais motores da Formação Profissional do IEFP? Então como pode o IEFP não tem formadores no seu Mapa de Pessoal?

Como pode o nosso Governo fingir que não vê estas 3888 pessoas (ou mais)? Será que haveria formação sem Formadores?

A APF – Associação Portuguesa de Formadores não irá baixar os braços e apelamos a todos os Formadores que se unam contra esta injustiça. Basta!

O Formador tem de ser integrado! O Formador tem de assumir o seu papel de Formador!
Todos os que são considerados necessidades permanentes têm de ser integrados!

Susana Jorge, Presidente da APF - Associação Portuguesa de Formadores

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